Você já parou para pensar no significado de Ciência? Qual sua história com esse tipo de conhecimento? Bom, sabemos que ao longo da história da humanidade houve diversas formas de aprender e conhecer. Acesse o trabalho acadêmico produzido por estudantes de Jornalismo e apresentado em 2017 na UniFOA : Tipos de Conhecimento
Este ecossistema de iniciação científica, ainda quer saber: QUAIS SUAS MEMÓRIAS COM PESQUISA CIENTÍFICA NA ESCOLA? Deixe seu registro MemóriasdePesquisas
Em uma das gavetas das minhas memórias de infância, guardo recordações de quando assistia ao Mundo de Beakman. Nessa atração, um homem com o típico estereótipo de cientista maluco realizava inúmeros experimentos. Em certo episódio, ele explicou de maneira bastante lúdica o significado de método científico.
A partir do século XIX, quando se estruturou como disciplina acadêmica, a História passou a desenvolver numerosas formas de interpretar o passado, construindo um campo teórico e metodológico extremamente diverso. Além do positivismo, que buscava rigor documental e objetividade, surgiram outras correntes fundamentais: o historicismo alemão, que valorizava a compreensão contextual; o marxismo, que interpretou a história a partir das relações sociais e econômicas; a Escola dos Annales, que revolucionou o campo ao enfatizar as estruturas, a longa duração e novos objetos históricos; a história social, voltada para grupos, práticas e transformações coletivas; a história cultural, que analisou representações, símbolos e linguagens; a micro-história, que examinou pequenos recortes para iluminar questões amplas; e, mais recentemente, abordagens como história do tempo presente, história global e história pública, entre outras. Agora, vamos assistir a um breve vídeo para pensarmos juntos sobre como podemos direcionar nossa própria pesquisa dentro da área da História.
A pesquisa histórica permite compreender como as pessoas viveram, pensaram e se organizaram em diferentes épocas. Ela parte de perguntas, fontes, interpretações e múltiplas formas de analisar o passado. Você sabia que houve um historiador muito importante para os debates da História que deixou uma grande obra inacabada? Descubra você mesmo por que o autor não concluiu sua escrita e como, mesmo assim, seu trabalho se tornou uma verdadeira Apologia da História.
Dentro desse universo das discussões sobre pesquisas históricas, o museu surge como um espaço cheio de possibilidades: um lugar onde diferentes histórias, memórias e tradições se encontram. O museu conecta diferentes tempos e oferece diversas atividades — presenciais e online — como exposições, música, debates, festivais, cursos e oficinas. Além disso, é um ambiente que abre portas para pesquisa, preservação, educação, comunicação, ação cultural e até inovação tecnológica, ampliando muito as formas de investigar e compreender a história.
Desde minha infância guardo muitas memórias de ida a museus. Você tem? Conte AQUI! Poderia relatar várias, mas vou contar a mais recente. No início de 2025, fiz uma segunda viagem para a Espanha (a primeira havia ocorrido em 2024) . Eu já conhecia alguns museus bastante divulgados no Brasil, como Museu Nacional do Prado, Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia e Cidade das Artes e das Ciência. Mas, depois de visitar esses museus, comecei a pesquisar na internet outros lugares que eu ainda não conhecia. Foi assim que encontrei o Museu Nacional Thyssen Bornemisza . O nome chamou minha atenção, mas não significava muita coisa para mim naquele momento. Decidi visitá-lo sem me preocupar com o tipo de obras que encontraria. Descobri o endereço, coloquei no Google Maps e caminhei por uns 45 minutos. Ao chegar, vi uma fachada de prédios antigos e até demorei para encontrar a entrada, pois havia muitas janelas e portas fechadas. Só depois percebi que o acesso era por um jardim. Entrei, deixei meus objetos pessoais e comecei a circular pelo museu. No site oficial descobri que O Museu Thyssen-Bornemisza reúne uma das coleções mais ricas e variadas da pintura ocidental. Entre os artistas presentes estão nomes como Van Eyck, Durero, Tiziano, Caravaggio, Rubens, Rembrandt, Monet, Degas, Cézanne, Van Gogh, Picasso, Kandinsky, Hopper, Dalí e Pollock, entre muitos outros. A coleção, originalmente privada, foi adquirida pelo Estado espanhol em 1993. Seu caráter enciclopédico faz dela uma síntese da arte ocidental, reunindo estilos europeus e norte-americanos do final do século XIII ao século XX. Embora conte com menos de mil obras, abriga uma proporção impressionante de peças-primas. A formação dessa coleção está ligada à família Thyssen, especialmente ao barão Heinrich Thyssen-Bornemisza e seu filho Hans Heinrich, herdeiros do império industrial iniciado por August Thyssen no final do século XIX.
Após a visita, fui até a loja da instituição. Encontrei alguns livros em espanhol que achei muito interessantes, pois revelavam o conteúdo eurocêntrico presente ao longo do tempo nas narrativas europeias sobre a América Espanhola. Entrar em contato com essa perspectiva, naquele lugar, foi muito enriquecedor. Depois, comprei réplicas de algumas obras com a intenção de utilizá-las como ponto de partida para que os estudantes possam pensar em temas e problemas de pesquisa. Se você está está pensando em trabalhar algo nessa perspectiva, siga este CAMINHO!
Entretanto, quando pensamos em pesquisa, muitas vezes imaginamos algo distante, ligado apenas a grandes acontecimentos ou a lugares famosos. Mas a verdade é que boas ideias de temas e problemas de pesquisa podem nascer bem perto de você: na sua comunidade, na sua escola, no entorno onde você circula todos os dias, no seu bairro ou até mesmo na sua cidade.
Olhar com atenção para esse cotidiano pode revelar questões importantes, histórias pouco contadas, desafios que precisam ser compreendidos e talvez até resolvidos. Quem sabe a sua pesquisa não pode se transformar em uma proposta de intervenção que contribua para a história e para o desenvolvimento da sua própria comunidade?
E aí fica a pergunta: você conhece a história do lugar onde vive? Talvez seja justamente nesse espaço que sua próxima ideia de pesquisa esteja esperando para nascer. Então, vamos praticar usando fotografias e criando ideias de pesquisa a partir do seu próprio entorno! FOTOGRAFIAS E IDEIAS DE PESQUISAS
Pensando em acontecimentos do nosso entorno, lembrei-me do desfile de carnaval da campeã do Rio de Janeiro em 2019. A Estação Primeira de Mangueira trouxe o enredo "História para Ninar Gente Grande", com o objetivo de fazer uma crítica às “páginas ausentes dos livros de história”. A imagem ao lado é um print de um vídeo da comissão de frente, que você poderá conferir em seguida. Perceba que, em determinado momento da apresentação, os europeus aparecem em quadros moldurados a ouro; em outro momento, mudando a perspectiva da história, quem ocupa os quadros são os indígenas. Que significados isso pode ter?
Ao analisarmos um trecho do samba-enredo, notamos a seguinte letra:
"Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento"
Bora pensar em uma pesquisa por esses PERCURSOS! ?
UM OLHAR PARA AS ESCRITAS DE SI!!!
ATENÇÃO --> AS PESQUISAS HISTÓRICAS NÃO SÃO FEITAS APENAS DE DOCUMENTOS OFICIAIS DOS GRANDES POLÍTICOS. ALÉM DE VISITARMOS AS PERSPECTIVAS DA HISTÓRIA ORAL, PODEMOS INVESTIGAR IDEIAS DE INDÍVIDUOS POR MEIO DE SUAS CARTAS, BILHETES, CADERNOS E DIÁRIOS!
Sabemos que a “descoberta” dos arquivos privados significou um rearranjo da “história cultural”, proporcionando a revalorização do indivíduo na história. Isso despertou um desejo de muitos pesquisadores em analisar documentos pessoais, buscando um contato mais íntimo como seu “objeto de pesquisa”, ocasionando uma significativa transformação do campo historiográfico com novas fontes, objetos e metodologias. Nesse sentido, arquivar a própria vida é “querer testemunhar e construir um destino para si mesmo, mostrar a coerência da própria existência”. Assim, o arquivamento das escritas de si não é privilégio dos homens ilustres.
Você já descobriu documentos com esses potenciais na sua própria família? Quando acontece isso, encontramos verdadeiras Recordações em Gavetas.
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